Câncer de pulmão cresce a cada ano e o tabagismo é a principal causa

03/07/2020 / por Fundação ProAr

Os números de pessoas com câncer de pulmão crescem a cada ano no Brasil, a estimativa do Inca para este ano são de 30.200 novos casos, sendo 17.760 homens e 12.440 mulheres.

O câncer de pulmão é considerado um dos tumores malignos mais comuns na medicina e pode ser de dois tipos diferentes: o de pequenas células e o de não pequenas células, que é o tipo mais frequente. Segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), a doença foi responsável por 26.498 mortes em 2015. Se os números já são alarmantes, pioram ainda mais quando sabemos que o câncer de pulmão é considerado uma das principais causas de mortes evitáveis, já que 80% dos diagnósticos são motivados pelo tabagismo.

Outras causas também precisam ser considerados, entre elas a forte exposição a agentes químicos, como asbesto, arsênico e metais pesados, como níquel e cromo. Aspectos preexistentes, como a presença de doença obstrutiva crônica, enfisema pulmonar e bronquite, e histórico familiar de câncer de pulmão também podem originar a doença.

Sintomas do Câncer de Pulmão

Normalmente os sintomas do câncer de pulmão aparecem quando o estágio da doença já está avançado e podem incluir tosse persiste ou com sangue; falta de ar; dor no peito; rouquidão; fadiga; perda de peso e perda de apetite.


Diagnóstico do Câncer de Pulmão, Tratamentos e Cirurgias


Quando há a suspeita do câncer de pulmão ou quando os sintomas ficam evidentes, é preciso procurar um médico e começar a investigação. Exames como raio-x de tórax e tomografia computadorizadas são alguns deles. Dependendo do caso, uma biópsia pode ser solicitada, que trata-se da retirada de uma pequena amostra do tecido suspeito para análise laboratorial. Este procedimento é bastante eficaz e garante um diagnóstico definitivo.

O tratamento do câncer de pulmão requer a participação de uma série de profissionais, entre eles oncologista, cirurgião torácico, pneumologista, radioterapeuta, radiologista intervencionista, médico nuclear, enfermeiro, fisioterapeuta, nutricionista e assistente social.

A partir disso, é necessário fazer o diagnóstico histológico e um estadiamento para identificar se a doença está localizada no pulmão ou se existem focos em outros órgãos. Pacientes com doença localizada e sem linfonodo (gânglio) aumentado (uma espécie de íngua) no mediastino (que é a região entre os dois pulmões), o tratamento é cirúrgico, seguido ou não de quimioterapia e/ou radioterapia.

Já o paciente com doença localizada no pulmão e nos linfonodos, o tratamento é feito com radioterapia e quimioterapia ao mesmo tempo.

Câncer de Pulmão e as Cirurgias


  • Cirurgia


A cirurgia, quando possível, consiste na retirada do tumor, desde que apresente uma margem de segurança. Além disso, é feito a remoção dos linfonodos próximos ao pulmão e os localizados no mediastino. Este é o tratamento de escolha por apresentar melhores resultados e controle da doença (em média, 20% dos casos são passíveis de tratamento cirúrgico). A maioria dos casos, entre 80 a 90%, a cirurgia não é possível na ocasião do diagnóstico, em razão do estágio avançado ou à condição clínica debilitada do paciente.


  • Segmentectomia e Ressecção em Cunha


Este tipo de procedimento é voltado para retirar uma parte pequena do pulmão, neste caso para pacientes com tumores pequenos e que não suportam cirurgias maiores por manifestarem idade ou condições clínicas e respiratórias limitadas.


  • Lobectomia


Em alguns casos é feita a escolha desta cirurgia para o tratamento do câncer de pulmão, onde retira-se todo o lobo pulmonar, local que o tumor está situado, o mais adequado neste procedimento é remover toda a doença de forma anatômica.


  • Pneumectomia


Nesta escolha é feita a retirada de um pulmão inteiro, mas suas indicações são limitadas e restritas. O procedimento é agressivo, e tem morbidade maior, por isso é necessário cautela.

 

  • Radioterapia


Outro processo utilizado é a radiação para destruir as células cancerígenas. Ela pode ser feita antes ou após a cirurgia, vai depender de caso para caso. Este procedimento também pode ocasionar uma série de efeitos colaterais, entre eles esofagite e pneumonite, então é necessário acompanhamento do corpo clínico de forma intensa.


  • Quimioterapia


Com tratamento quimioterápico, o objetivo é destruir as células cancerígenas, assim como diminuir o crescimento do tumor ou atenuar seus sintomas. O processo pode causar efeitos colaterais desagradáveis, por isso é preciso que a equipe médica mantenha o paciente sob observação durante o processo.


  • Terapia-alvo


Está é uma nova forma de tratamento de câncer, mais recomendada em pacientes onde o tumor apresenta características genéticas. São tratamentos ainda novo e com muitos estudos em andamento.


  • Asma
  • Bronquiectasia/ Fibrose Cística
  • Câncer de pulmão
  • Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)
  • Tuberculose
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