Fake News e coronavírus: A desinformação é um agravante para o combate ao vírus que já matou cerca de 14 mil pessoas no Brasil

15/05/2020 / por Fundação ProAr

Informações falsas são inimigas da ciência e prejudicam a conscientização sobre as maneiras de se prevenir ao vírus

Desde 2016, um termo até então usado pelos heavy user da Internet, passou a fazer parte da vida de pessoas comuns. A fake news deixou de ser um movimento das mídias sociais de desvendar notícias falsas, para se tornar uma estratégia de comunicação utilizada com fins políticos e/ou econômicos em benefício de alguns, e em detrimento a outros. E a pandemia de coronavírus, quem diria, se tornou mais uma vítima dessa prática. 

Se já não bastassem as dificuldades apresentadas pelo próprio vírus, que se espalha exponencialmente e não conta com uma vacina ou medicamento específicos para a sua cura, a quantidade de notícias falsas que circularam dificultam a conscientização da população sobre a necessidade de manter o isolamento social e outras práticas que visam o controle da doença. 

Para o Dr. Rafael Stelmach, presidente da Fundação ProAR, a maneira de combater as fake news relacionadas ao coronavírus é com ciência. "A ciência é uma maneira de olhar, perguntar, fazer uma hipótese e testar se essa hipótese é verdadeira ou não. Isso se aplica para a evolução da medicina."

 

 

Fake news sobre coronavírus: Veja o que já circulou e é falso

 

  • A cloroquina e a hidroxicloroquina são a cura para o coronavírus 

Alguns líderes políticos disseram em coletivas de imprensa e nas redes sociais que a cura para o coronavírus seria a hidroxicloroquina, medicamentos geralmente usado para malária, artrite reumatóide e lupus. Porém, a comunidade científica se colocou contra a afirmação por ainda não existir pesquisa suficiente que a confirme.

  • Desinfetante mata o coronavírus dentro do organismo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu para os médicos injetaram desinfetante em pacientes com a covid-19, na tentativa de matar o vírus. Por mais que os cientistas e os profissionais da saúde tenham se pronunciado repelindo a declaração de Trump, cerca de 30 ocorrências de ingestão de produtos de limpeza foram registradas em Nova York após a declaração.

  • Vitamina C efervescente previne o coronavírus

A vitamina C pode ajudar a fortalecer a imunidade, algo muito desejável em tempos de covid-19, porém não existe nenhuma comprovação científica que seu uso previna a contaminação com o vírus.

  • Óleo consagrado que imuniza contra o coronavírus

Uma igreja no Rio Grande do Sul anunciou um culto onde as pessoas seriam orientadas a fazer jejum e ser ungidas por um óleo milagroso, que garante a imunização contra qualquer vírus. Eles foram autuados pelo Ministério Público por charlatanismo.

  • Histórico de atleta faz com que o coronavírus seja uma gripezinha

O presidente Jair Bolsonaro disse em entrevista coletiva que, caso seja acometido pelo coronavírus, a doença não seria mais do que uma gripezinha, dando a entender que pessoas que praticam exercício físico regularmente e possuam uma boa alimentação estejam mais protegidos do que os demais. Não existe nenhuma prova científica em relação a isso.

  • Cigarro pode proteger contra o coronavírus

Um estudo publicado no dia 22 de abril, apresentou um resultado associando o cigarro a um menor risco de contaminação pelo coronavírus. Porém, o estudo apresenta grandes limitações e não pode comprovar o que traz como resultado (ou seja, é fake news), inclusive contrariando as várias evidências científicas já existentes do malefício do cigarro.


  • Asma
  • Bronquiectasia/ Fibrose Cística
  • Câncer de pulmão
  • Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)
  • Tuberculose
  • fechar [x]

    eucalipto

    texto texto texto