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    Asma e DPOC: saiba quais são os cuidados fundamentais que os pacientes devem ter

    11/09/2020 / por Fundação ProAr

    Diagnóstico correto, tratamento contínuo e frequência ao médico foram alguns pontos abordados por especialistas em live promovida pela Fundação ProAR

    A asma e a DPOC são doenças crônicas, geralmente inflamatórias, que apresentam sintomas parecidos, como a falta de ar, tosse e chiado no peito, mas com causas diferentes. Enquanto a asma tem uma predisposição genética e acontece em todas as fases da vida, a DPOC é principalmente ocasionada pelo tabagismo e costuma aparecer depois dos 40 anos.

    Outro ponto em comum entre as duas doenças é o processo de conscientização do paciente, que precisa entender que o tratamento contínuo, mesmo sem ele apresentar sintomas, é a chave para uma boa qualidade de vida. Foi com esse objetivo que a Fundação ProAR realizou mais uma live em seu perfil do Facebook com a participação do Dr. Adelmir Machado, médico alergista filiado a ASBAI e professor associado do Instituto de Ciências da Saúde UFBA, da Dra. Carolina Souza Machado, professora adjunta da Escola de Enfermagem da UFBA e Gabriela Pimentel, enfermeira e gerente administrativo-financeira da Fundação ProAR.

    "O tratamento associado ao controle ambiental, educação e adesão aos medicamentos vai possibilitar que o paciente não exacerba e tenha uma vida mais tranquila", orienta a Dra. Carolina Machado.

    Diagnóstico e tratamento

    Os sintomas de asma e DPOC, não raro, são negligenciados. No caso da asma, eles podem ser tão leves e esporádicos, que muitas vezes o paciente não procura assistência médica. Já na DPOC, o portador pode confundir os sintomas com o processo de envelhecimento.

    A longo prazo, entretanto a pessoa que tem essas doenças pode entrar em crise, com uma piora dos sintomas, e até precisar de internação. "Asma e DPOC, se não controlados, são um perigo. Asma mata, mesmo as mais leves", afirma a doutora. Ou seja, assim que as primeiras manifestações aparecem é necessário procurar um médico para ter o diagnóstico correto e iniciar o tratamento.

    Depois do diagnóstico, dependendo de como for a gravidade, médico e paciente vão estabelecer uma rotina de consultas regulares para fazer ajustes necessários e garantir que a doença fique controlada. "O mais importante é que o paciente mantenha essa frequência, mesmo estando sem sintomas", completa o Dr. Adelmir Machado.

    Plano de ação

    Outro ponto destacado durante a live foi a importância do plano de ação, um registro escrito feito pelo médico com o passo-a-passo do que deve ser feito pelo paciente, caso ele entre em crise. Segundo os especialistas, é fundamental o portador de asma e DPOC andar sempre com esse documento e suas medicações de resgate.

    Medicamentos de controle X medicamentos de crise

    A asma e a DPOC são doenças inflamatórias, portanto o paciente deve usar a medicação de controle, com ação anti inflamatória, que são os corticosteróides usados por via inalatória. Aplicar a medicação dessa maneira permite que pequenas doses cheguem até os pulmões com pouco ou nenhum efeito colateral, desde que usado corretamente. Ao reduzir a inflamação, a possibilidade de novas crises começam a ser reduzidas. Esse é o medicamento de controle.

    Já durante a exacerbação de pacientes com asma e DPOC, acontece o fechamento agudo dos brônquios, que são os tubos que levam ar para os pulmões. Para esses casos existem os broncodilatadores, que quando administrados geram a broncodilatação imediata (abertura desses tubos), trazendo alívio ao paciente.

     

    
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